Notícia

Nos últimos anos, uma tendência intrigante tem se destacado no mercado imobiliário: a mudança da área de lazer dos edifícios para o topo dos prédios. Essa abordagem, cada vez mais comum, não apenas transforma a estética dos empreendimentos, mas também traz uma série de benefícios que fazem todo o sentido quando analisados de diferentes perspectivas.

Conhecido como “rooftop”, o conceito de converter o último andar de um edifício em uma área de entretenimento é originário dos Estados Unidos e vem sendo amplamente adotado em condomínios, hotéis e restaurantes em todo o mundo. Essa nova configuração, que eleva a piscina, salão de festas, quadras esportivas e até mesmo academias para o topo das construções, trouxe mudanças significativas não apenas para os moradores que desfrutam desses espaços de forma mais reservada, mas também para o mercado imobiliário como um todo.

A instalação da área de lazer no topo não se resume apenas ao aspecto visual. Ela também proporciona uma série de vantagens práticas e financeiras. Por exemplo, ao posicionar a piscina nas alturas, há menos interferência da sombra dos prédios vizinhos, garantindo mais horas de sol e um ambiente mais agradável para os frequentadores. Além disso, a localização elevada oferece maior privacidade aos moradores, criando um ambiente exclusivo e tranquilo para relaxar e socializar.

Do ponto de vista do mercado imobiliário, essa tendência representa uma valorização significativa dos empreendimentos. Estima-se que a adoção do conceito de rooftop possa aumentar o valor do metro quadrado residencial em até 20%. Esse incremento no valor se deve não apenas à exclusividade e sofisticação oferecidas pela área de lazer no topo, mas também ao potencial de utilização da parte térrea do prédio para outros fins.

Ao liberar o espaço térreo, os condomínios têm a oportunidade de planejar novas formas de utilização para essa área. Em muitos casos, esse espaço pode ser destinado a atividades comerciais e serviços, atendendo às exigências do plano diretor da cidade, que em algumas regiões prevê a inclusão da chamada “fachada viva”. Essa exigência implica na ocupação de uma parte da fachada no alinhamento do passeio público para uso não residencial, proporcionando um ambiente mais dinâmico e funcional para os moradores e visitantes.

Em suma, a ascensão das áreas de lazer nos telhados representa não apenas uma mudança estética, mas também uma evolução na forma como projetamos e valorizamos os espaços residenciais. Essa tendência não só proporciona um estilo de vida mais luxuoso e exclusivo para os moradores, mas também agrega valor aos empreendimentos, tornando-os ainda mais desejáveis e atrativos no mercado imobiliário atual.

De acordo com uma matéria publicada pela Revista Veja agora no mês de março, foi visto que essa nova configuração, onde se elevou piscina, salão de festa, quadras de esporte e até academia para o topo das construções, fez uma diferença muito grande, não apenas para as famílias que usufruem dos espaços de forma mais reservada, como também para o mercado imobiliário, que aponta que esse conceito valoriza o empreendimento em até 20% o metro quadrado residencial.

Compartilhe:

Outros Notícias